Guias para Pais
Guia para Pais de Crianças com TEA
Guia prático para orientação de pais e tutores no que tange ao reconhecimento do TEA em Crianças e Adolescentes sem diagnóstico.
Receber uma suspeita ou um diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode trazer muitas dúvidas. Este guia foi pensado para ser sua companhia nos primeiros passos e nos ajustes ao longo do caminho. Em linguagem simples, reúne orientações práticas para organizar a rotina em casa, favorecer a comunicação (com ou sem fala), tornar as transições mais leves, fortalecer a parceria com a escola e acessar direitos.
Você encontrará checklists, exemplos do dia a dia e metas objetivas para os próximos 90 dias — sempre respeitando o ritmo e os interesses da criança. Use o conteúdo como referência para dialogar com os profissionais, registrar avanços e celebrar cada pequena conquista.


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1) Começando agora: Primeiros Passos
Anote o que você observa. Registre situações, horários, gatilhos e reações da criança. Vídeos curtos ajudam muito nas consultas.
Procure avaliação especializada. Neuropediatra/psiquiatra infantil, psicologia, fonoaudiologia e terapia ocupacional formam a base do cuidado.
Intervenção precoce importa. Quanto mais cedo a criança recebe estímulos adequados, melhor o potencial de desenvolvimento.
Checklist rápido (0–30 dias):
Agendar avaliação médica especializada
Reunir caderneta/relatórios da escola e terapeutas
Registrar vídeos do comportamento em casa (30–60s)
2) Entendendo o Diagnóstico
O diagnóstico do TEA é clínico (observação + história do desenvolvimento). Pode vir acompanhado de um nível de suporte e de orientações iniciais. Peça que a devolutiva venha por escrito (laudo) e com metas claras para as próximas semanas.
Perguntas úteis para a consulta:
Quais prioridades para os próximos 3 meses?
Quais estratégias devo aplicar em casa e na escola?
Há indicação para terapias específicas (ex.: fono, TO, ABA)?
3) Monte sua Equipe (e alinhe objetivos)
Fonoaudiologia: linguagem verbal e não verbal; alternativas de comunicação (CAA).
Terapia Ocupacional: autonomia nas AVDs (alimentação, vestir, higiene) e integração sensorial.
Psicologia/ABA: habilidades sociais, comportamento e aprendizagem.
Escola: parceira na adaptação de atividades e acompanhamento diário.
Dica: defina 3–5 metas mensais simples, mensuráveis e realistas (ex.: “apontar para escolher entre 2 figuras, 4x/dia”).
4) Rotina que Acolhe (em casa)
Crianças com TEA costumam se beneficiar de previsibilidade:
Agenda visual (figuras, fotos ou palavras) para manhã/tarde/noite.
Antecipe mudanças (“Daqui a 5 minutos vamos guardar os brinquedos”).
Transições suaves: use um timer visual, músicas de “troca de atividade” e ofereça duas escolhas possíveis (ex.: “guarda os carrinhos ou os blocos primeiro?”).
Ambiente sensorial: observe luz, ruído e texturas; ajuste o que incomoda (fones abafadores, roupas confortáveis, cantinho calmo).
5) Comunicação no dia a dia (verbal e CAA)
Fale curto e claro, olhando no nível da criança.
Mostre e fale (modelo visual + fala).
Dê escolhas visuais (2 figuras/objetos).
Reforce tentativas de comunicação (gestos, olhares, apontar, cartões).
CAA (prancha, figuras, apps) não atrapalha a fala; ajuda a reduzir frustrações e promove participação.
6) Brincar e Habilidades Sociais
Comece por interesses da criança (trens, letras, música) e use isso como ponte para novas brincadeiras.
Imite a criança por alguns segundos e, aos poucos, introduza variações simples.
Treine turnos (minha vez/sua vez) com jogos de poucos passos.
Prefira brincadeiras curtas, repetidas várias vezes ao dia.
7) Comportamentos desafiadores: Prevenção e Manejo
Previna: rotinas previsíveis, avisos de transição, oferecer escolhas e pausas sensoriais.
Durante a crise: garanta segurança, reduza estímulos (luz/ruído), use poucas palavras (“Estou aqui. Vai passar.”).
Depois: registre o ABC (Antecedente–Comportamento–Consequência) para entender gatilhos e ajustar estratégias.
Reforce o positivo: elogie comportamentos desejados imediatamente (“Muito bem por pedir ajuda!”).
8) Escola e Inclusão
Seu filho tem direito à matrícula em escola regular, com adaptações quando necessário. Construa parceria:
Leve laudo e metas prioritárias; combine estratégias com a coordenação.
Solicite um Plano Educacional Individualizado (PEI) simples: objetivos, apoios e forma de avaliar progresso.
Mantenha canal de comunicação (caderno/app) curto e funcional.
9) Saúde e bem-estar
Sono: rotina previsível (banho morno, luz baixa, sem telas 1–2h antes de dormir).
Alimentação: aceite avanços graduais com novas texturas/temperaturas.
Movimento diário: parque, pula-pula, bola, dança.
Observe sinais de comorbidades (TDAH, ansiedade, epilepsia) e converse com o médico.
10) Direitos que facilitam o Caminho
Em geral, crianças com TEA são reconhecidas como pessoas com deficiência (Lei 12.764/2012), o que dá acesso a:
Atendimento prioritário e CIPTEA (carteira de identificação).
Terapias pelo SUS e cobertura pelos planos de saúde.
Educação inclusiva (com adaptações e, quando necessário, apoio).
BPC/LOAS (mediante critérios de renda).
Em alguns casos, isenções e gratuidades previstas localmente.
Procure a Secretaria de Saúde/Educação do seu município para saber como solicitar.
11) Rede de Apoio e Autocuidado
Divida tarefas entre familiares; organize horários de descanso dos cuidadores.
Grupos de apoio (presenciais/online) oferecem acolhimento e trocas valiosas.
Cuide de você: sono, alimentação, movimento e um tempo de respiro. Cuidadores bem orientados e descansados cuidam melhor.
12) Irmãos e Família
Explique o TEA com linguagem simples (“Seu irmão entende o mundo de um jeito diferente”), envolva os irmãos nas brincadeiras e reserve momentos exclusivos para cada filho.
13) Segurança (em casa e no digital)
Casa: trave portas/janelas se houver risco de fuga; guarde produtos tóxicos e objetos cortantes.
Digital: tempo de tela com supervisão; conteúdos adequados à idade; combine regras simples.
14) Olhando para o Futuro
As necessidades mudam com o tempo. Reavalie metas a cada 3–6 meses e, nas transições (Educação Infantil → Fundamental, adolescência), ajuste apoios focando autonomia: comunicação funcional, habilidades sociais, autocuidado e participação na comunidade.
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